segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Fotojornalista está entre as 10 profissões mais estressantes do mundo, diz pesquisa

Fonte: Portal Comunique-se

A carreira de fotojornalista, que cobre desde eventos culturais a grandes guerras, foi considerada a nona mais estressante para o ano de 2012. O levantamento do site Carrer Cast, mostra que a profissão relacionada ao jornalismo está praticamente no topo, entre as 200 ocupações pesquisadas.

Os critérios usados para definir o ranking segundo o editor do Carrer Cast, Tony Lee, envolvem aspectos como ambiente de trabalho, competitividade do emprego, risco de morte para si e para outros e contato com o público.

O fotojornalista, além de estar em locais perigosos, precisa também do envolvimento intelectual do fotógrafo, em captar imagens artísticas, jornalisticamente relevantes e impactantes, para que transmitam a mensagem desejada. Somado a isso, existe a exigência da redação, que precisa de imagens específicas para assuntos especiais.

As cinco primeiras profissões mais estressantes envolvem mais perigos e riscos, como é o caso dos soldados (1º), bombeiros (2º), pilotos de avião comercial (3º), general (4º) e oficiais militares (5º).

FENAJ exige cópias do registro profissional e do diploma para emissão de carteiras de jornalista

Fonte: Sindjorce

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) passou a exigir, em novembro de 2011, para a emissão de toda Carteira de Identidade Profissional de Jornalista, o envio de cópias das páginas da foto e do número do registro profissional da Carteira de Trabalho, além do Diploma de curso superior de Jornalismo/Comunicação Social (frente e verso). A exigência passou a vigorar para a emissão de carteiras com a identificação de "jornalista profissional".

No caso de recém-formados, que muitas vezes buscam o registro profissional antes de obterem seus diplomas (registro provisório com duração de um ano, emitido com a apresentação de certidão de colação de grau ou de conclusão de curso), para a comprovação de que o jornalista possui curso superior, será admitida a certidão de colação de grau ou de conclusão do curso.

Antes da mudanças das regras, bastava o jornalista preencher um formulário, acrescentar uma foto colorida com fundo branco, subscrever o documento e colocar sua digital. Hoje, por uma questão de segurança, passam a ser exigidos também cópias do registro profissional e do diploma, documentos sem os quais a FENAJ não expedirá a Carteira de Identidade Profissional de Jornalista.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Previsões de Mãe Dinah sobre o diploma

Continua a série só rindo pra não chorar, por Duda Rangel, do blog Desilusões Perdidas

Previsões para o ano novo:

- Mãe Dinah, a PEC do Diploma vinga em 2012?
- Quem?
- O diploma de jornalista. Ele volta em 2012?
- Vejo um ano de renascimento para o diproma.
- E isso na prática quer dizer o quê?
- Quer dizer que o diproma saiu pra comprar cigarro, sim, mas volta em 2012, craro que volta.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Diploma, dois anos na marginalidade

Entrevista concedida pelo diploma ao blog Desilusões Perdidas

Por Duda Rangel 

 Há dois anos o diploma de jornalismo perdeu o seu valor. Caiu na bebida, tentou o suicídio. Acabou na gaiola do passarinho. Agora, ele reaparece para esta entrevista polêmica e cheia de sensacionalismo, concedida com exclusividade ao blog Desilusões perdidas.


Como tem sido sua vida nesses últimos dois anos?
 É difícil você ser valorizado por décadas e, de uma hora pra outra, descobrir que não serve mais. Se não for numa redação, onde eu vou trabalhar com dignidade? Vou confessar pra você que passei necessidade. Muito amigo sumiu, inclusive gente de sindicato.

O que faz para sobreviver?
 Nem eu sei como sobrevivo, ainda mais com quatro bacuris lá em casa pra criar. Faço bico, de toalha plastificada de mesa, forro gaiola de passarinho. Mas é complicado. Você sabe o que é ficar todo sujo de bosta de calopsita?

Algum rancor do doutor Gilmar Mendes?
 Como bom cidadão, eu respeito qualquer decisão da Justiça, mas não vou negar que esse filho-da-p### fod## a minha vida. Vamos falar a verdade. Meu amigo, se hoje estou na marginalidade, bebendo pra cara###, a culpa é desse filho-da-p###.

É verdade que você tentou o suicídio?
 Num momento de muita fragilidade eu quase fiz uma bobagem, sim. Pensei em pegar uma tesoura e me picar todinho. Eu já tinha perdido quase toda a minha fé. Foi quando eu encontrei alguém muito especial, que está iluminando o meu caminho, alguém que eu já tenho no coração.

Você encontrou Jesus?
 Não, não foi Jesus, eu encontrei o diploma de datilografia. Anos atrás, o cara ficou na pior pela mesma razão, a barra pesou pra ele. Mas aprendeu a lidar com o vazio existencial. E está me ensinando muita coisa bacana. Camarada mesmo. Alguns grupos ambientalistas pedem a entidades de ensino superior do Brasil que comecem a emitir o diploma de jornalismo em papel semente para que o graduado possa plantá-lo tão logo se forme.

O que acha dessa ideia?
 Acho legal ser responsável com a natureza, mas não pro meu lado. Essa coisa de virar plantinha seria mais uma humilhação pra mim. Esses ambientalistas deviam se preocupar com assuntos mais importantes, como o peido da vaca.

Você tem acompanhado a sua PEC no Congresso?
Estou meio desanimado com essa minha PEC. Meu lobby no Congresso tá mais fraco do que carro 1.0 subindo a ladeira.

Como mudar isso?
 Sem o apoio da mídia, é impossível ter alguma perspectiva boa. É por isso que eu agradeço muito a oportunidade desta entrevista. Tenho batalhado também alguma coisa com as produções da Sônia Abrão e da Luciana Gimenez. Se eu puder expor meu drama no Superpop, acredito que muita gente possa me ajudar.

Uma mensagem final, por favor.
O diploma de datilografia sempre me diz que nessa vida tem espaço pra todo mundo. Eu acho que eu ainda posso dar muito de mim para o jornalismo e peço aos jovens estudantes que não me abandonem. Tá cheio de diploma por aí pagando de bonitinho, outros se prostituindo por qualquer curso de dois anos, mas a minha proposta ainda é séria, tá certo? Isso é importante ficar claro. E... eu também queria... eu... bom, acho que é isso... desculpa, gente... eu prometi pra mim mesmo que não ia chorar, mas... Sério, gente, desculpa...

Sobre dores, coisas boas e uma despedida

Por Duda Rangel, Desilusões perdida


“O jornalista é, antes de tudo, um forte” (Euclides da Cunha) Quem já teve pedra no rim (meu caso) ouviu alguém falar que a dor da danada se mexendo é pior que a dor do parto. E a dor de ser jornalista, como é? É pior que cólica renal. Porra, então vamos desistir desta profissão, vocês vão dizer. Sofrer pra quê? Mas não se foge da dor. Ela faz parte da vida.
Para ser jornalista – assim como para viver – é preciso conviver com a dor, ser mais forte que ela. Defendo até que as faculdades de jornalismo, além dos estúdios de rádio e TV, tenham um Laboratório da Dor, para simular sensações como a perda do emprego, da liberdade, das ilusões, dos cabelos.
O ano de 2011 foi doloroso para os jornalistas por velhas razões. Passaralhos, violência, desrespeito. O diploma, tadinho, seguiu marginalizado. Deu até entrevista para o blog revelando, por exemplo, que tentou o suicídio. Mas sobrevivemos. Sempre sobrevivemos.
Só quem é capaz de suportar a dor é capaz de saborear as coisas boas da vida e dessa nossa profissão maluca. E posso garantir: são muitas as coisas boas pra gente saborear! Que em 2012 a gente continue mais forte que qualquer dor.
 Quero agradecer aos leitores fiéis que prestigiam meus textos neste blog, aos que dão uma passadinha de vez em quando, aos que postam comentários, aos que comentam só em pensamento, aos que mandam mensagens carinhosas, aos que discordam do que escrevo, aos que divulgam meus escritos por aí, aos que choram, aos que riem.
 O blog entra em férias e volta a ser atualizado em 16 de janeiro. Neste período de hibernação, vai rolar o “Desilusões perdidas Retrô” no Facebook e no Twitter, com os melhores (ou piores) posts de 2011. A quem estiver na área, é só ficar ligado. Ano que vem, tem mais. Valeu, amigos, vocês são a razão deste blog! Feliz ano novo! Duda. PS: Não sei se o mundo acaba mesmo em 2012, mas, se acabar, torçam para não estar de plantão. Porque, acreditem, cobrir o apocalipse vai ser muito foda.

Conclusão da votação da PEC dos Jornalistas fica para fevereiro

Redação do Diário de Pernambuco

Ficou para fevereiro de 2012 a votação em segundo turno da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 33/2009, que restabelece a exigência de diploma de curso de nível superior de Comunicação Social para o exercício da função de jornalista.
O acordo para votação da matéria foi anunciado pelo líder do DEM, senador Demóstenes Torres (GO), na sessão deliberativa desta terça (13). A PEC dos Jornalistas, como a proposição ficou conhecida, foi aprovada em primeiro turno pelo Senado em 30 de novembro, com 65 votos favoráveis e 7 votos contrários.
A votação em segundo turno, no entanto, ficou à espera de um acordo entre as lideranças partidárias, o que só ocorreu esta semana. "A PEC será votada no início de fevereiro. Continuarei votando contra, mas há acordo para a votação do segundo turno da matéria", afirmou Demóstenes, acrescentando que a decisão acabaria com a insatisfação do senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), autor da proposta e defensor de sua votação ainda este ano.
A PEC 33/2009 inclui no texto constitucional o artigo 220-A para estabelecer que o exercício da profissão de jornalista é "privativo do portador de diploma de curso superior de Comunicação Social, com habilitação em jornalismo, expedido por curso reconhecido pelo Ministério da Educação".
A proposta prevê, no entanto, a possibilidade de atuação da figura do colaborador, sem vínculo empregatício com as empresas, para os não graduados, e também dos que conseguiram o registro profissional sem possuir diploma, antes da edição da lei.
 A medida tenta neutralizar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de junho de 2009, que revogou a exigência do diploma para jornalistas. Os ministros consideraram que o Decreto-Lei 972 de 1969, que exigia o documento, era incompatível com a Constituição, que garante a liberdade de expressão e de comunicação. A exigência do diploma, de acordo com esse ponto de vista, seria um resquício da ditadura militar, criada somente para afastar dos meios de comunicação intelectuais, políticos e artistas que se opunham ao regime. Da Agência Senado

O valor de um diploma é a marca do profissional

Por Wilson Gomes para o Observatório da Imprensa


Desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a obrigatoriedade do diploma de jornalismo em 2009, sob o argumento de que restringia a liberdade de expressão, vários embates em programas destinados ao tema tomaram conta do noticiário nacional. No ultimo dia 30, o Senado aprovou, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que defende a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão. Foram 65 votos a favor e sete contrários à proposta.

Não sei ao certo até hoje quem foi super beneficiado com essa derrubada, mas sei que muita gente aproveitou a boquinha e pimba! Olha aqui, agora sou jornalista. Desculpem-me os oportunistas ou merecedores de plantão, mas eu não os considero jornalistas de formação. Eu, que passei quatro anos estudando muito e apresentei meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) três vezes. Foi de rachar a cuca.

O senador Wellington Dias (PT-PI) defendeu a obrigatoriedade do diploma. “Qualquer profissional, tratando da sua profissão, pode expressar-se em qualquer lugar. Estamos falando do exercício da profissão de jornalismo. Isso é outra coisa completamente diferente. Se temos universidades, faculdades, que não tínhamos no passado, hoje, precisamos valorizar, sim, a profissão do jornalista”, disse.

Assim como a jornalista e professora da Universidade Federal Fluminense, Sylvia Moretzsohn. “O principal equívoco do debate sobre a obrigatoriedade do diploma especifico para o exercício da profissão de jornalista reside na confusão de liberdade de expressão e liberdade de imprensa. Liberdade de expressão, todos devemos ter, num regime democrático, mas valeria saber se os jornalistas empregados em grandes empresas de comunicação gozam dessa liberdade. Liberdade de imprensa, no contexto atual, ou seja, no contexto da concentração de capital e, portanto, no contexto das grandes corporações de mídia, não tem nada a ver com a luta que os revolucionários de fins do século 18 empreendiam contra o absolutismo ou o colonialismo: tem a ver com o exercício de uma profissão”, declarou a jornalista.

A importância no mercado de trabalho

O que os dois autores estão querendo dizer, é que existe uma profissão por trás disso tudo. O jornalismo é uma profissão e há uma série de pessoas preocupadas em produzir material, editar e veicular notícias para a população. A professora e jornalista destacou ainda que o jornalismo é, sim, uma profissão que exige curso superior dada a sua complexidade de não apenas saber comunicar, mas entender os processos pelos quais a informação é elaborada, as rotinas de produção, a relação com as fontes, os interesses em jogo. Além, evidentemente, das técnicas adequadas para a apuração, redação, edição e disseminação dos fatos de relevância pública.

O que nós vemos em empresas que buscam esse profissional, qualificações cada vez mais pomposas e técnicas exigidas ao candidato, idioma universal, versatilidade para atuar pela empresa e, salários fora do padrão devido à caminhada estudiosa que o jornalista passa até se formar.

Essa queda da obrigatoriedade do diploma fez com que os salários oferecidos no mercado fossem nivelados por baixo no que tange ao conteúdo que dominamos. Qual jornalista consegue planejar uma vida com uma remuneração dessas? Se tiver filhos, então, melhor trocar de profissão. Pode fazer os comparativos com as outras profissões, jornalista recebe bem menos por mês.

A valorização do ser humano é dada à sua importância no mercado de trabalho.

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[Wilson Gomes é radialista e jornalista, Guarujá, SP]